terça-feira, 6 de novembro de 2007

Vai uma pipoca com queijo aí?

Gisele Franchini

Acompanhados de quatro funcionários, os irmãos Gilda e Zequinha já estão quase prontos para a jornada de trabalho do domingo, dia mais movimentado no carrinho de pipocas do Seu Zé. Postados em frente à Igreja Nossa Senhora Aparecida, a matriz de Araras, na praça central da cidade, os seis pipoqueiros começam a separar o material de trabalho.

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Duelo de titãs no Demolicar

Wesley Cordaço

É dia de festa. Crianças, jovens e idosos serão protagonistas da maior prova de destruição de carros da cidade, o Demolicar. Os espectadores vão tomando lugar na arquibancada. Nos boxes as máquinas recebem a ultima inspeção dos mecânicos. As pessoas acompanham cada detalhe, cada aperto de parafuso, cada troca de pneu. As equipes fazem churrasco próximo aos veículos, dão risada e brincam com outras equipes, como uma grande família.

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Um limeirense chamado Zelão

Júlio Marcondes

Trabalhar em repartição pública é sempre a mesma coisa, principalmente no Judiciário: são pessoas pedindo processos, advogados apressados em ver suas causas, outros que pensam que funcionário público não faz nada. Enfim, aquele parecia mais um dia comum na vida de quem trabalha em um sistema burocrático.

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Festa no Barão: Hoje é dia de jogo do XV

Leandro Bollis

São pontualmente seis da tarde no estádio Barão de Serra Negra, em Piracicaba. Daqui a exatamente uma hora o local será palco de mais uma partida de futebol. É sábado e o céu aberto marca o início de mais uma bela noite de verão. Está montado o cenário perfeito para mais uma partida do glorioso XV de Piracicaba, vice-líder do Campeonato Paulista da Série A-3. Entretanto, o adversário desta jornada, o Votoraty, é osso duro de roer. Mesmo assim, a confiança de torcedor é plena e evidente, afinal de contas, o alvinegro piracicabano está invicto em seus domínios.

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Tragédia passional no centro de Americana

Rodrigo Cezarin

Parecia mais uma tarde típica de quarta-feira. Sol a pino, calorzão e aquela correria diária nas agências bancárias. Mas algo de extraordinário estava para atrapalhar a vida dos office-boys, clientes e usuários em geral da agência central do Banco do Brasil, em Americana. Um vigia do banco, contratado da empresa terceirizada Albatroz, aproveitou o horário do almoço para matar a ex-namorada e depois se suicidar.

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Sábado é dia de futebol e pancadaria

Eduardo Zanzirolamo

Sábado é dia de futebol na A-2 do Paulistão. Dia em que o Vart e eu vamos assistir aos jogos da Associação Atlética Internacional de Limeira, mais conhecida como Inter, um dos mais respeitados clubes do interior. O Leão da Paulista foi o primeiro time interiorano a conquistar o título paulista de futebol em 1986. Dessa história eu sei. Sou filho de leonino.
À uma da tarde o Vart me liga. Triiimmmm!
- Alô!
- Vâmo vê o Leão?
- Vâmo. Que horas?
- Passo ai ás três.

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Quarto 311: o inferno gelado

Paulo Silas

Maria Madalena de Casario Pontes, de 57 anos, deu entrada no hospital Irmandade da Santa Casa de Limeira, interior de São Paulo, no dia 18 de março, com a pressão em 25 por 18. Quando chegou ao hospital, Madalena apertava a boca, que estava seca, e tentava fazer algum movimento. No entanto, o lado direito do corpo não obedecia a seus comandos. O desespero tomou conta do marido, João Pontes, que suspeitava de um derrame. Ao estacionar o carro na vaga da emergência do hospital, Pontes saiu correndo em busca de auxílio médico.


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Um sete um – Ou sobre a ‘arte’ de colar

Rafael Sereno

Perdi a virgindade aos onze anos de idade, por pressão típica dos amigos e pela necessidade de sobrevivência. Sílvia, moça de cabelos claros e olhos azuis, sentava à minha frente nas aulas e foi a escolhida. Aconteceu no descuido de nossa mestra. Ao tomá-la pelas mãos, entrelacei-a em minhas pernas e, com movimentos frenéticos, olhei para os lados atentamente, a cada dois minutos, ansioso para terminar o mais depressa possível. Até hoje, fico a imaginar o espanto da professora ao corrigir a prova de minha companheira, numa folha envergada e levemente úmida devido ao suor de minha tensão.

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Madalena, figura que se confunde com a paisagem de Piracicaba

Elen Lima

Lenço colorido na cabeça, brincos grandes, várias pulseiras, anéis chamativos, calça jeans e tamancos plataforma. Luis Antonio Leite, que não tem preferência pela maneira como é chamado, será aqui citado pelo nome como é conhecido por todos em Piracicaba: Madalena. Homossexual, não faz questão alguma de ser reconhecido como “ele” ou “ela”.

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Nem dourado, nem pintado. Aqui, só lambari!

Rodrigo Costa

Descendo uma ribanceira, por pequenos degraus talhados na terra batida, chego às margens do Córrego do Pisca. Por falta de chuva, em alguns pontos é possível observar o fundo. Em certos momentos o mau cheiro incomoda, mas tenho facilidade para andar pelas margens porque o mato está rasteiro. Observo que alguns metros à frente há uma saída de esgoto. A água, nesse trecho, tem a coloração marrom opaco, sem vida.


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Entre cerveja, música e paquera, a periferia se diverte

Fernando Garayo

Sábado, 15 horas. José Carlos começa a montar o teclado Casio, as caixas de som e microfones num espaço de cem metros quadrados, um rancho coberto por telhas de amianto apoiadas sobre caibro e ripas pintadas de vermelho. A cor branca original das telhas foi substituída pelo escuro do bolor gerado pela infiltração de água da chuva. O piso rústico, tomado por rachaduras, em poucas horas será palco de mais um dia de baile no Bar do Valdomiro. O local é cercado por uma grade de ferro que vai do piso ao teto. As mesas amarelas com o logotipo da cervejaria Cristal espalhadas pelo salão aguardam os freqüentadores.

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