terça-feira, 6 de novembro de 2007

Entre cerveja, música e paquera, a periferia se diverte

Fernando Garayo

Sábado, 15 horas. José Carlos começa a montar o teclado Casio, as caixas de som e microfones num espaço de cem metros quadrados, um rancho coberto por telhas de amianto apoiadas sobre caibro e ripas pintadas de vermelho. A cor branca original das telhas foi substituída pelo escuro do bolor gerado pela infiltração de água da chuva. O piso rústico, tomado por rachaduras, em poucas horas será palco de mais um dia de baile no Bar do Valdomiro. O local é cercado por uma grade de ferro que vai do piso ao teto. As mesas amarelas com o logotipo da cervejaria Cristal espalhadas pelo salão aguardam os freqüentadores.